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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Energia.

     Quanto vale a exposição? Será beneficente a publicização dos pensamentos ou deveríamos guardar para nós a essência individual? Acredito que questões como essas circundam nossas vidas o tempo todo. Qualquer blog foca em um tema, ou se propõe a atingir um determinado público. Eu venho, por meio deste, buscar o encontro das pessoas em comum. Não as comuns, mas, excepcionalmente, as diferentes que compartilham dos mesmos pensamentos.
     Poderia falar sobre abstração, metafísica, vida além da terra (viaja, Bruna..hehe..) são assuntos que me interessam muito, mas preferi reunir aqui as supostas respostas para as diversas perguntas cotidianas, e, depois de muito pensar, cheguei à conclusão de que não necessitamos muito de ciência pra solucionarmos com clareza tantas dúvidas, é tudo questão de energia.
     Observava, quando criança, o comportamento dos cavalos. Eram fortes, bonitos, e, sobretudo, muito inteligentes. Notava que quando colocavam as orelhas pra frente eu precisava sair de perto, eles iam morder. Graças a essas reflexões, consegui me resguardar de alguns acidentes, e apesar de ter caído uma vez, o mais interessante foi ver que a melhor forma de dominar um animal tão poderoso era realmente acreditar que podia controlá-lo, simplesmente montar e me colocar firme em cima dele, mesmo não sabendo fazer nada. Aos poucos não só eles começaram a confiar em mim, como eu também passei a tratá-los com mais carinho. Nossa relação deixou de ser subordinada e passou a ser igualitária, verdadeiros cúmplices. Por que será que não me derrubaram como faziam com os outros meninos? Acho que a resposta era exatamente a descrita ai em cima.
     Muitas vezes é preciso sim sentir. Não precisaríamos de referência se soubéssemos utilizar todo o potencial que guardamos. Não deveríamos ter medo quando nascemos pra controlar. Como diz uma grande amiga, a felicidade é momentânea, não plena, por isso precisamos agir com o coração e esquecer um pouco dos estigmas sociais, tudo isso em prol desses pequenos momentos de alegria que só serão eternos em nossas lembranças. Fazer o que queremos fazer, usar o que queremos usar, sem, contudo, desrespeitar o espaço e a felicidade alheia, que é tão importante quanto a nossa. É disso que a bíblia fala, fazer o máximo de bem e o mínimo de mal (Abraão Lincoln), sem, contudo, esquecermos o porquê de estarmos aqui.
     Por que não amar sem limites? Isso não significa estar com alguém, mas, principalmente fazer o bem sem ver a quem (que clichê..hehe). Quando você chegar perto de alguém, antes de perguntar seu nome, olhe nos seus olhos e leia atentamente as suas formas. Olhe para as mãos e para os movimentos. Esqueça as roupas ou a circunstância pela qual chegaram a você, simplesmente sinta, ame! Exponha-se sim. Fale, mostre, deixe que vejam também como você é por dentro. Não se omita diante das injustiças e sempre tente mudar o que há de errado ao seu redor. Isso é amor.
     Quando todos tiverem conhecimento da energia do bem, não haverá mais leis positivadas, porque estas estarão inclusas na consciência social. Não será mais necessário ter medo, porque ninguém seria capaz de prejudicar um próximo. Tudo bem, podem me chamar de utópica, mas prefiro dar crédito àqueles que acreditam do que aos que se omitem alegando a impossibilidade. Como viram, simplesmente confiar, mesmo sem meios, pode ser a chave para o bom desempenho e sucesso. Sonhe, acredite, realize!

5 comentários:

  1. Antes de mais nada a exposição vale. Mesmo que "minimamente". O que me parece complicado em uma essência individual é o medo de expor-se inclusive para si mesmo. Expor-se ao cavalo pode ser um grande relato de como você expõe-se a si mesma. Temerosa quando as orelhas ficam em pé porque sabe do que é capaz e em cumplicidade aceitável quando encarna uma controladora amorosa. O cavalo de que falamos, do qual tentamos controlar, está sempre em consonância com o que tentamos controlar de nós mesmos. E isso nos escapa mesmo nos momentos em que pensamos estar empleno controle. Mas que bom que ele fuja, que ele rebele-se também, que ame e que fique de "orelhas em pé".
    Ademais, para mim parece-me rude sua pergunta: "Por que não amar sem limites?". Todo amor, enquanto amor, só pode existir sem limites. Podem me chamar de utópico. rsrsrs
    Antes de perguntar o nome de alguém, devo dizer que não olho nos olhos (para isso se servem os oftamonoclínicos), mas vejo o olhar. Não leio atentamente suas formas, deixo com que elas (as formas dos outros) leiam-me em meio a penumbra esvoaçante.
    Ah, sim, sobre a energia e o amor... Vou ficar devendo. Sugiro que fale mais no próximo post. Antecipo que amar é dar o que não se tem, porque dar o temos é caridade. Isso pode ser sua introdução. :)
    Abraços.
    P.S. Adorei o blog.

    Natercio Chr.

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  2. Own, concordo com você. Este era o objetivo..instigar e aprender. Fico muito feliz por você ter gostado, e vou acatar a proposta de novo post. Beijo, Chainer!!!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. O medo da exposição é a maior barreira,quando você não tem medo do que os outos pensam o mundo é seu.As vezes por simples medo de se expor,você deixa trancado algo que queria dizer ou muito fazer,mas quando você domina o cavalo e fica firme nele mesmo que tenha medo de cair e que os outros vejam você começa a enteder o que você é e você impões as regras agora ao cavalo(de certa forma a sua vida) acho que um dos maiores medos da exposição realmente é o de amar como você disse não o amar de estar com alguem como diria o R.R
    Sem essa de que: "Estou sozinho."
    Somos muito mais que isso
    Somos pingüim, somos golfinho
    Homem, sereia e beija-flor
    Leão, leoa e leão-marinho"
    E somos mesmo.
    Nada melhor do que se expor apaixonadamente para tudo o que quer,faz,ama e pensa.Exponha-se \o/.
    H. =D

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